O início do Leão foi praticamente perfeito.
Renê marcou duas vezes no primeiro tempo e colocou o Vitória em uma confortável vantagem de 2 a 0.
Os dois gols tiveram participação direta de falhas do goleiro Alex Muralha, mas o mérito do time baiano foi aproveitar as oportunidades e construir uma vantagem que parecia encaminhar o resultado.
O Vitória chegou ao intervalo com uma situação privilegiada.
O problema veio depois.
Segundo tempo muda completamente a história
O Mirassol voltou mais agressivo e encontrou espaço para pressionar.
A equipe paulista diminuiu aos 22 minutos da segunda etapa, com Bruno Santos, e passou a acreditar ainda mais na reação.
O Vitória recuou, perdeu intensidade e deixou de controlar o jogo.
A pressão aumentou nos minutos finais até que Edson Carioca marcou o segundo gol do Mirassol e decretou o empate no Maião.
Foi justamente essa mudança de comportamento que chamou atenção depois da partida.
Cacá admite queda de intensidade
Após o empate, o zagueiro Cacá não escondeu a frustração.
O defensor reconheceu que o Vitória diminuiu o ritmo depois de abrir vantagem e acabou permitindo que o Mirassol crescesse.
A avaliação foi direta: o time ficou "em cima do resultado", enquanto o adversário passou a trabalhar mais a bola e atacar com frequência.
A declaração resume o principal problema do Vitória na partida.
Não foi falta de vantagem.
Foi falta de sustentação.
Jair Ventura também aponta problema mental
O técnico Jair Ventura seguiu uma linha parecida na entrevista coletiva.
Para o treinador, a diferença entre o Vitória do primeiro e do segundo tempo teve relação com o aspecto mental. O time começou a administrar a vantagem e acabou permitindo que o Mirassol assumisse o controle da partida.
O empate, portanto, deixa uma lição clara.
Contra equipes que brigam na parte de baixo da tabela, abrir dois gols deveria significar controle e maturidade.
O Vitória teve a oportunidade de matar o jogo.
Não conseguiu.
Vitória soma ponto, mas perde grande oportunidade
Apesar da frustração, o empate não pode ser tratado como um desastre completo.
O Vitória chegou aos 33 pontos e ocupa momentaneamente a 12ª colocação. O Mirassol, por sua vez, foi aos 29 pontos e aparece em 15º lugar.
O problema é que o Leão deixou escapar uma vitória que poderia representar um salto ainda maior na tabela.
Além disso, o resultado prolongou um incômodo jejum: o Vitória continua sem vencer fora de casa contra adversários da Série A.
A equipe chegou muito perto de quebrar essa marca.
Mas voltou para Salvador com apenas um ponto.
Renê sai como grande destaque
Se o resultado deixou gosto amargo, Renê pode comemorar uma atuação individual importante.
O atacante marcou os dois gols do Vitória e chegou ao seu sexto gol no Campeonato Brasileiro, segundo a repercussão da partida.
Foi uma atuação que poderia ter terminado de maneira ainda mais especial.
O problema é que os dois gols não foram suficientes para garantir os três pontos.
Agora, o Vitória precisa transformar aprendizado em reação
O empate em Mirassol mostra dois lados do atual Vitória.
De um lado, existe capacidade para começar uma partida forte, criar vantagem e aproveitar as oportunidades.
Do outro, ainda falta transformar essa superioridade em controle durante os 90 minutos.
A cobrança de Jair Ventura e Cacá aponta exatamente para isso.
O Vitória não precisa apenas jogar bem.
Precisa aprender a proteger vantagens, controlar a pressão e fechar partidas.
Contra o Mirassol, esteve a poucos minutos de conquistar uma vitória importante.
Saiu com um empate que mantém o time pontuando, mas também deixa uma sensação clara de oportunidade perdida.
Na próxima rodada, o desafio será contra o Cruzeiro.
E a missão será provar que o apagão do segundo tempo em Mirassol serviu como aprendizado, não como repetição.
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